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Quesitos periciais odontológicos: o que o juiz e o advogado realmente querem saber


Como transformar seu caso em um laudo claro, objetivo e incontestável — sem perder tempo com idas e vindas no processo

Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Lembro como se fosse hoje: era uma manhã chuvosa quando entrei no Fórum para uma audiência que, em teoria, seria simples. A paciente — vamos chamá-la de Marina — sofrera um acidente de trânsito e rompeu parte da estrutura dentária anterior. O processo estava travado fazia meses. A cada novo despacho, surgiam exigências: faltavam vínculos, faltava nexo causal, faltava “clareza”.



Na sala de audiência, o juiz foi direto: “Doutora, objetivamente, o que aconteceu, como a senhora sabe, e qual é o impacto mensurável para a vida da autora?”. Foi ali que entendi, de forma cristalina, o que juiz e advogado realmente querem saber nos quesitos periciais odontológicos — e por que tantos laudos tropeçam.


Não se trata de jargão técnico ou de frases bonitas. Trata-se de responder, com evidência e medida, quatro pontos-chave: o que ocorreu, como se comprova, se existe nexo causal e qual a extensão do dano em números e tempo. Quando você domina isso, o processo flui. Quando não, surge o gargalo que devora meses.



O gargalo que trava resultados e como destravá-lo

Se eu pudesse apontar um único gargalo — o ponto de estrangulamento que, segundo a Teoria das Restrições, limita todo o seu resultado — seria este: laudos e respostas aos quesitos extensos, emocionais e sem medida objetiva. Eles geram dúvida, e a dúvida gera diligências complementares, novas perícias, retrabalho e atraso.


O que o juiz e o advogado querem é simples, mas é exigente:


  • Clareza: frases curtas, resposta por quesito, sem desviar do ponto.

  • Evidência: fotografias padronizadas, exames, prontuário, datas, evolução clínica.

  • Nexo: lógica temporal e clínica ligando evento-dano-tratamento.

  • Mensuração: perda dentária, custos e tempo de reabilitação, limitações funcionais.

Para destravar, começo sempre mapeando o fluxo do caso: do evento (acidente, procedimento, agressão) aos registros (prontuário, radiografias, tomografias, fotos) e aos impactos (função, estética, dor, psicossocial). O gargalo aparece onde falta medida. Ao transformar “dor e vergonha ao sorrir” em evidências + números, o processo ganha throughput: anda mais rápido e com menos retrabalho.



A prova: o que realmente pesa nos quesitos periciais

Veja exemplos de quesitos típicos e como responder de forma que convence quem decide:



Exemplo 1 — O que aconteceu?

  • Ruim: “A paciente sofreu avarias extensas na arcada.”

  • Bom: “Perda coronária de 60% em 11 e 21; fratura esmalte-dentina em 12; laceração labial cicatrizada. Evidência: RX periapical de 02/04/2024, fotos padronizadas (frontal, lateral, oclusal) e TC de 03/04/2024.”


Exemplo 2 — Como a senhora sabe?

  • Ruim: “Pela avaliação clínica.”

  • Bom: “Pelo conjunto de evidências: anamnese (evento em 28/03/2024, trauma direto), exames de imagem (TC com linha de fratura radicular ausente), teste de vitalidade pulpar (resposta reduzida em 11 e 21), registros fotográficos com régua milimetrada e nota fiscal de atendimento emergencial.”


Exemplo 3 — Há nexo causal?

  • Ruim: “Sim, foi por causa do acidente.”

  • Bom: “Sim. Há compatibilidade entre mecanismo do trauma (impacto frontal), tempo de aparecimento dos sinais (imediato), padrão de fratura (esmalte-dentina em 12; perda coronária em 11 e 21) e ausência de lesões prévias documentadas. Probabilidade clínica: alta.”


Exemplo 4 — Qual a extensão do dano?

  • Ruim: “Danificação estética importante.”

  • Bom: “Necessidade de reconstruções adesivas em 12 e coroas em 11 e 21; tempo estimado de reabilitação: 60–90 dias; trocas periódicas a cada 5–7 anos; custo estimado (valores médios regionais) com revisões anuais; limitação funcional temporária para mordida em alimentos duros por 4–6 semanas.”

Quando o laudo odontológico judicial traz esse padrão de resposta — clara, evidenciada e mensurada — as dúvidas caem, e o processo anda. Não é sobre escrever mais. É sobre escrever certo.



A história que mudou meu olhar

A Marina chegou insegura: “Doutora, tenho medo de não ser ouvida. Só quero meu sorriso de volta”. O processo estava emperrado. Reorganizei tudo com uma matriz simples: Quesito → Resposta objetiva → Evidência anexada → Medida (tempo, custo, função). Em uma semana, reestruturamos o dossiê.


Na audiência, respondi por tópicos, ancorando cada frase em um documento. O juiz interrompeu uma única vez — para pedir uma foto ampliada, que já estava anexada. Ao final, registrou: “Esclarecido o nexo e a extensão do dano”. O caso andou. E a sensação da Marina, semanas depois da reabilitação, disse tudo: “Senti que, pela primeira vez, entenderam minha dor — e provaram com fatos.”


Desde então, aplico o mesmo método em todos os casos de perita judicial odontológica que conduzo: cortar o que é supérfluo, medir o que importa e evidenciar de forma pedagógica. O resultado? Menos retrabalho, mais previsibilidade e maior poder de convencimento.



O plano irresistível para responder quesitos periciais com confiança

Este é o passo a passo que utilizo e que você pode colocar em prática comigo:


  1. Triagem estratégica do caso — Leitura rápida do processo e definição do objetivo probatório. Identificamos quais quesitos periciais odontológicos decidem o caso.

  2. Auditoria documental — Checagem de prontuário, exames e imagens. Lista do que falta e solicitação ágil para completar o dossiê.

  3. Mapa de Nexo — Linha do tempo evento → sintomas → intervenções → desfecho, conectando evidências.

  4. Mensuração do dano — Tempo de reabilitação, custos estimados, limitações funcionais, manutenção futura.

  5. Redação objetiva por quesito — Frases curtas, linguagem técnica acessível, uma evidência por afirmação.

  6. Laudo e parecer assistencial — Documento técnico pronto para o processo, com anexos padronizados e sumário executivo.

  7. Preparação para audiência — Treino de respostas curtas, previsões de perguntas e checklist de evidências em mãos.

  8. Acompanhamento até a decisão — Ajustes pontuais, respostas a esclarecimentos e vigilância de prazos.

Perceba como tudo mira o gargalo: evitar dúvidas que gerem diligências. Quando você constrói a prova focada nisso, o throughput do processo aumenta e a ansiedade diminui.



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Se você é paciente e precisa ser ouvido com clareza no processo, eu posso ajudar. Vamos organizar seu caso, responder os quesitos com objetividade e entregar um laudo odontológico judicial que sustenta seu direito com evidência.


  • Atendimento humanizado e técnico.

  • Documentação padronizada e checklist de anexos.

  • Suporte até a audiência e além.

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O que acompanhar

  • Clareza por quesito — Cada resposta tem evidência e medida?

  • Solicitações de esclarecimento — Reduziram após o novo laudo?

  • Tempo entre atos — Menos idas e vindas no processo?

  • Coerência documental — Datas, exames e relatos contam a mesma história?


Ferramentas úteis

  • Lista de verificação de documentos (prontuário, exames, fotos padronizadas).

  • Matriz QRE: Quesito–Resposta–Evidência.

  • Modelo de linha do tempo clínica com datas e intervenções.

  • Guia de fotografia odontológica com régua e ângulos padrão.


Erros comuns que custam caro

  • Responder além do que foi perguntado — e abrir flancos desnecessários.

  • Usar linguagem emocional em vez de técnica e objetiva.

  • Não provar o nexo com tempo, mecanismo do evento e exames.

  • Ignorar mensuração: custo, tempo e limitações funcionais.

  • Fotos sem padrão, sem escala ou sem metadados de data.


FAQ — Perguntas frequentes

Laudo grande é melhor? Não. Melhor é ser claro, evidenciado e mensurável. Tamanho não substitui prova.


Posso contratar uma perita se já existe perito do juízo? Sim. Você pode ter assistência técnica odontológica para organizar, questionar e esclarecer pontos do seu interesse no processo.


Não tenho todas as fotos e exames. E agora? Reconstituímos com o que há e pedimos o necessário. Muitas vezes, novas imagens e registros resolvem o gargalo.


Isso funciona em casos de erro odontológico? Sim. A lógica é a mesma: evento, evidência, nexo e mensuração do dano — sem juízo de valor, apenas prova técnica.



Conclusão: clareza que convence, prova que anda

Responder quesitos periciais odontológicos não é um exercício de retórica. É uma engenharia da prova: cada peça no lugar certo, cada afirmação com evidência e medida. Quando você tira o excesso, foca no gargalo e fala a língua de quem decide, seu caso ganha velocidade e força.


Se você quer um laudo que realmente faça diferença, estou pronta para ajudar a organizar, provar e mensurar — com técnica e humanidade.


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