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Perícia Contraditória em Odontologia: o que é e como ela acontece na prática


Use o contraditório a seu favor para destravar o gargalo do processo e proteger seus direitos com uma perita judicial odontológica ao seu lado

Eu sou a Dra Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Lembro do dia em que atendi uma paciente no fim da tarde, voz trêmula e laudos em mãos. Ela repetia que tinha medo de ser injustiçada na perícia, que ninguém ouviria o que realmente aconteceu no consultório. Eu já conhecia bem aquele olhar: medo de um sistema técnico, cheio de termos, horários e prazos que parecem falar uma língua própria.



Naquela consulta, mostrei que existe um momento decisivo no processo: a perícia contraditória. Não é briga, nem confronto. É o direito de participar tecnicamente, apresentar perguntas, documentos, fazer-se presente, pedir esclarecimentos e apontar inconsistências. É quando a sua realidade ganha voz técnica. É quando o juiz, finalmente, enxerga o caso por dentro.


Ela respirou fundo quando percebeu que havia um caminho claro. Definimos os quesitos certos, organizamos o dossiê, compareci à perícia, e depois manifestamos no processo com método. O resultado não veio por sorte: veio porque reduzimos o ruído, atacamos o gargalo e transformamos informação bruta em prova útil.



O gargalo que trava resultados

Se você sente que seu processo parou, a causa quase sempre é um gargalo: a distância entre o que você viveu e o que o laudo técnico consegue explicar com precisão. Essa é a restrição que limita decisões justas.



O que, de fato, trava seu caso

  • Documentação fragmentada: prontuários, imagens e notas fiscais sem linha do tempo clara.

  • Quesitos genéricos: perguntas vagas geram respostas vagas no laudo.

  • Ausência de assistente técnico: sem participação técnica, detalhes críticos se perdem.

  • Perda de prazos: o contraditório tem janela curta para agir e pedir esclarecimentos.

  • Jargão sem tradução: termos odontológicos sem explicação prática para o juiz.


Como destravar com foco no gargalo

  1. Identificar a restrição: onde a prova fica fraca? Imagem? Registro de dor? Cronologia?

  2. Explorar a restrição: quesitos objetivos, dossiê enxuto e completo, presença técnica na perícia.

  3. Subordinar o restante: alinhar estratégia com o advogado e priorizar documentos que explicam o núcleo do dano.

  4. Elevar a restrição: exames complementares, parecer técnico, pedidos de esclarecimentos após o laudo.

  5. Revisar continuamente: a cada despacho, um novo gargalo pode surgir. Ajuste o plano.

Quando você concentra esforços onde o processo realmente trava, o contraditório deixa de ser formalidade e vira tração. É assim que o seu caso ganha clareza para quem decide.



A prova que o contraditório funciona

Na prática forense, percebo um padrão consistente: quando há participação técnica ativa, o laudo fica mais completo e o juiz decide com maior segurança. Isso não acontece por acaso, e sim porque a prova é construída, não apenas esperada.


  • Quesitos bem formulados obrigam respostas objetivas, com metodologia e referências.

  • A presença de assistente técnico durante a perícia registra dúvidas relevantes no ato.

  • Dossiês cronológicos reduzem ambiguidades e evitam interpretações desfavoráveis.

  • Pedidos de esclarecimentos pós-laudo direcionam o perito a cobrir lacunas específicas.

Exemplos do cotidiano mostram o impacto: um implante questionado por suposta falha profissional que, com tomografia e linha do tempo de dor e reparos, revelou origem sistêmica; uma fratura radicular interpretada como acidente fortuito, e não negligência, após reanálise com imagens periapicais de melhor definição; um caso de DTM pós-trauma que só foi corretamente valorizado quando o diário de sintomas foi anexado ao prontuário.


Não é sobre ter razão no grito. É sobre provar, com odontologia legal, aquilo que você viveu na cadeira do dentista.



A história que mudou minha visão sobre perícia contraditória

A paciente Marina chegou com um misto de dor e cansaço. Quatro procedimentos em sequência, implante com desconforto persistente e um processo que parecia empacar. O perito oficial havia sido nomeado e a perícia estava marcada.


Mapeamos o caso em três camadas: clínica (dor, função, estética), documental (orçamentos, prontuários, imagens) e processual (prazos, quesitos, dinâmica de audiência). O gargalo estava claro: a cronologia estava confusa e faltavam imagens que explicassem a falha protética.


Agimos em quatro passos. Primeiro, organizamos a linha do tempo com datas, sintomas e intervenções. Depois, complementamos exames com tomografia e fotografias intraorais padronizadas. Em seguida, escrevi quesitos específicos, como posicionamento tridimensional do implante, torque, assentamento protético e aderência ao plano de tratamento. Por fim, acompanhei Marina na perícia, registrando pontos técnicos em ata.


Quando o laudo saiu, solicitamos esclarecimentos sobre o ajuste oclusal e a estabilidade do pilar. A resposta técnica reposicionou a interpretação do caso. O juiz acolheu parte relevante dos nossos argumentos. O que parecia um beco sem saída virou caminho possível, não por retórica, mas por método.



O que é perícia contraditória e como ela acontece, passo a passo

  1. Nomeação do perito oficial: o juiz escolhe o perito e define a data da perícia.

  2. Quesitos das partes: seu advogado e seu assistente técnico apresentam perguntas técnicas.

  3. Indicação de assistente técnico: profissional que acompanha e emite parecer em seu favor.

  4. Preparação do dossiê: prontuários, imagens, notas fiscais, contratos, consentimentos e exames.

  5. Realização da perícia: avaliação clínica, análise documental e registro de respostas a quesitos.

  6. Laudo pericial: documento técnico do perito oficial entregue ao juízo.

  7. Manifestação e pedidos de esclarecimentos: apontamos lacunas e solicitamos respostas adicionais.

  8. Eventual complementação ou nova perícia: quando o juiz entende necessário ampliar a prova.

É nessa fase que o contraditório vive: perguntar com precisão, apresentar provas, participar ativamente e, quando preciso, impugnar com fundamento.



Plano de ação irresistível para o seu caso

Se você precisa que a perícia contraditória trabalhe a seu favor, este é o método que aplico:


  • Diagnóstico estratégico em 72 horas: leitura do processo, análise clínica e mapeamento do gargalo.

  • Quesitos de alta precisão: perguntas técnicas alinhadas ao objetivo probatório do caso.

  • Dossiê enxuto e completo: cronologia clara, imagens padronizadas e documentos essenciais.

  • Acompanhamento presencial na perícia: presença técnica para registrar pontos críticos.

  • Manifestação pós-laudo: pedidos de esclarecimentos e parecer técnico fundamentado.

  • Gestão de prazos: cronograma para não perder nenhuma janela do contraditório.

Com esse plano, você reduz ruído, dá coerência à narrativa técnica e potencializa a chance de o juiz enxergar o que, sozinhos, documentos soltos não mostram.



Agende agora e esteja preparada para o dia da perícia

Se sua perícia está marcada ou o laudo já saiu, o tempo é decisivo. Quanto antes organizamos os quesitos, o dossiê e a estratégia, maior o impacto do contraditório. Eu e minha equipe atuamos de forma coordenada com o seu advogado para que cada passo gere prova útil.


  • Avaliação estratégica por chamada de vídeo.

  • Checklist personalizado do seu caso.

  • Entrega de quesitos e dossiê em poucos dias.

  • Acompanhamento em campo no dia da perícia.

Quer segurança técnica e clareza de caminho? Vamos começar hoje.



Métricas que importam, ferramentas, erros comuns e FAQ


Métricas que importam

  • Prazos de quesitos e manifestação: não perder a janela do contraditório.

  • Qualidade das imagens: resolução e padronização para análise pericial.

  • Coerência da cronologia: datas, sintomas, procedimentos e custos alinhados.

  • Taxa de esclarecimentos deferidos: indica se os pedidos estão claros e úteis.


Ferramentas e documentos essenciais

  • Prontuário completo e legível, com evolução datada.

  • Radiografias, tomografias e fotografias intraorais padronizadas.

  • Contratos, orçamentos, notas fiscais, termos de consentimento.

  • Relatórios médicos correlatos e diário de sintomas quando houver.

  • Checklist de perícia e cronograma de prazos processuais.


Erros comuns que custam caro

  • Chegar à perícia apenas com relato oral, sem documentos organizados.

  • Apresentar quesitos genéricos que não respondem ao problema central.

  • Dispensar assistente técnico e depender exclusivamente do laudo oficial.

  • Deixar para depois pedidos de esclarecimentos, perdendo o timing.

  • Confundir agressividade com assertividade técnica: o tom importa.


FAQ

O que é perícia contraditória?É o conjunto de atos das partes para participar tecnicamente da perícia: apresentar quesitos, indicar assistente, levar documentos, acompanhar a avaliação e manifestar-se sobre o laudo.


Preciso de assistente técnico?Não é obrigatório, mas é altamente recomendável. A presença técnica aumenta a qualidade da prova e garante registro de pontos críticos.


Em quanto tempo acontece?Depende do juízo e da agenda do perito oficial. O ideal é iniciar a preparação assim que a perícia for designada ou o laudo for juntado.


Trabalha junto com meu advogado?Sim. A atuação é integrada: a defesa jurídica do seu advogado e a defesa técnica odontológica caminham juntas.


O que levar no dia da perícia?Documento com foto, exames originais e cópias, contratos, notas fiscais, prontuário e o dossiê organizado.



Conclusão: torne a perícia seu aliado, não seu medo

Perícia contraditória não é obstáculo; é a oportunidade de transformar o que você viveu em prova técnica clara. Quando você identifica o gargalo, foca no essencial e atua com método, o processo ganha direção, ritmo e força.


Se você quer que a sua verdade técnica seja ouvida, eu posso ajudar. Vamos destravar seu caso agora.


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