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Erros Odontológicos: Quando o Paciente Pode Pedir uma Perícia — e Como Virar o Jogo


Aprenda quando solicitar perícia odontológica, destrave o gargalo que impede resultados e transforme seu processo em vitória com um laudo técnico que convence


A história que mudou minha visão sobre perícias odontológicas

Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Há alguns anos, atendi a Marina, que chegou com um sorriso contido e um fichário cheio de exames. Um implante mal posicionado havia comprometido o osso e deixado uma cicatriz visível. Ela já tinha ouvido de tudo: “é só estética”, “não foi erro”, “isso acontece”. O que ninguém tinha feito era organizar a prova.



No consultório, reorganizei o caos: cronologia, prontuário, consentimentos, radiografias, fotografias e uma avaliação clínica detalhada. Foi quando percebi o real problema: não faltavam danos — faltava nexo causal claro e prova técnica didática. Em 2025, com tribunais cada vez mais exigentes, isso é o divisor de águas.


Montamos um laudo pericial odontológico objetivo, comparando condutas exigíveis às escolhas tomadas. A perícia independendente pré-judicial se tornou a espinha dorsal do caso. O resultado? O juiz finalmente enxergou o que Marina sentia. E o processo saiu do lugar.



O gargalo invisível que atrasa a justiça do paciente

Pela Teoria das Restrições, todo sistema tem um gargalo. Nos processos por erros odontológicos, o gargalo costuma ser este: ausência de prova técnica que estabeleça nexo causal entre a conduta do cirurgião-dentista e o dano, com clareza e linguagem acessível ao juiz.


Não é falta de indignação, nem de documentos soltos. É a incapacidade de transformar fatos clínicos em uma narrativa técnica incontestável. Enquanto esse gargalo não é destravado, nada flui: nem acordos, nem perícia judicial favorável, nem sentença.



Como esse gargalo se manifesta

  • Prontuário incompleto ou desorganizado.

  • Confusão entre insatisfação estética e negligência odontológica.

  • Exames sem contextualização temporal.

  • Termos de consentimento genéricos usados como “escudo”.

  • Laudos longos, mas sem responder às perguntas que importam.


Como destravar de forma prática

  • Estruturar uma perícia odontológica independente antes ou no início da ação.

  • Construir linha do tempo clínica (do primeiro orçamento ao último retorno).

  • Definir o padrão de conduta exigível para aquele caso e confrontar com o que foi feito.

  • Quantificar impacto funcional e estético (dor, retratamento, custo, tempo, abalo social).

  • Traduzir linguagem técnica em argumentos compreensíveis para o juiz.

Quando o gargalo é removido, o sistema inteiro acelera: a parte contrária passa a negociar com dados, o perito do juízo tem material robusto e o magistrado entende o caso sem dúvidas.



A prova que muda o desfecho

Decisões em responsabilidade civil, especialmente em odontologia, valorizam prova técnica objetiva. Em outras palavras: um laudo que responde o quê, por quê, como e quanto. Sem isso, as chances de êxito caem.



O que costuma convencer

  • Radiografias comparativas e tomografias com marcações das áreas comprometidas.

  • Registro fotográfico padronizado (intra e extraoral) em três momentos: antes, durante e depois.

  • Prova do protocolo: planejamento, consentimentos específicos e anotações de intercorrências.

  • Critérios de literatura reconhecida para implante, endodontia, ortodontia e prótese.

  • Cálculo de danos: materiais (retratações e custos), morais e dano estético.


Quando o paciente pode pedir perícia

  • Quando há indicação de falha técnica (ex.: implante mal posicionado, perfuração endodôntica, extrusão de material, reabsorção radicular em ortodontia).

  • Quando o resultado ficou aquém do que foi prometido sem justificativa técnica.

  • Quando o pós-operatório fugiu do padrão esperado sem orientação adequada.

  • Quando o prontuário é lacunar ou conflita com a evolução clínica observada.

  • Quando há dor, perda funcional, retração gengival, necessidade de retratamento ou cicatriz relevante.

Em 2025, a tendência é clara: processos que chegam com laudo pericial odontológico consistente e timeline clínica detalhada têm mais previsibilidade e menor tempo até acordo.



Quando a perícia virou o jogo: um caso real

Ricardo, 39 anos, fez dois implantes na região posterior inferior. A queixa: dor persistente, parestesia leve e prótese instável. O prontuário era magro, com imagens de baixa qualidade. Na avaliação, identifiquei violação do corredor de segurança e inclinação que invadia espaço nervoso.


Montamos a linha do tempo, reproduzimos as angulações em software, fotografamos a oclusão e simulamos alternativa de planejamento. O laudo explicou, em linguagem simples, por que a conduta se afastou do padrão exigível e demonstrou custo de retratamento.


Resultado prático: acordo antes da perícia judicial, com cobertura integral do retratamento e compensação por dano estético e tempo de afastamento. O gargalo era a falta de prova organizada. Ao removê-lo, o processo correu.



Seu plano de ação irresistível

Se você suspeita de erro odontológico, siga este roteiro para proteger seu direito e acelerar resultados:


  1. Triagem em 48h: análise inicial dos documentos e fotos para mapear viabilidade (online ou presencial).

  2. Coleta de provas: solicitação formal do prontuário odontológico, radiografias, TC, consentimentos e receitas.

  3. Exame clínico e fotográfico: documentação padronizada para mensurar danos e estabilidade.

  4. Linha do tempo clínica: do orçamento à última consulta, com marcos objetivos e sintomas.

  5. Nexo causal: comparação entre conduta exigível e prática adotada, fundamentada em literatura.

  6. Valoração de danos: retratamento, custos adicionais, impactos estéticos e funcionais.

  7. Laudo pericial claro: respostas diretas às perguntas que o juiz fará, em linguagem acessível.

  8. Estratégia processual: suporte técnico em audiência e contrapontos ao perito do juízo.

Esse plano não é só bonito no papel. Ele elimina o gargalo central — a falta de prova útil — e coloca seu caso em trilhos sólidos desde o início.



Pronto para agir? Seu caso não precisa esperar

Quanto mais cedo a perita judicial odontológica entra, mais fácil é organizar evidências, reduzir ruídos e acelerar um acordo. Se você sente que algo deu errado, não espere a dor aumentar ou o prazo esfriar.


  • Agendamento ágil, com horários estendidos.

  • Checklist de documentos para facilitar sua parte.

  • Laudos didáticos, objetivos e prontos para o processo.

Quer entender se seu caso tem viabilidade? Vamos conversar agora e montar sua estratégia de prova, sem jargões e com previsibilidade.



Métricas que importam, ferramentas certas e respostas rápidas


Métricas que importam

  • Tempo até o primeiro parecer técnico (meta: 7 dias).

  • Taxa de acordos antes da perícia judicial.

  • Percentual de documentos essenciais obtidos do prontuário.

  • Clareza do nexo causal no laudo (avaliada por checklist técnico).


Ferramentas que uso a seu favor

  • Protocolos fotográficos padronizados e análise de oclusão.

  • Software de planejamento para implantes e ortodontia.

  • Escalas validadas para mensurar dano estético e funcional.

  • Modelos de notificação para requisitar prontuário de forma eficaz.


Erros comuns que derrubam processos

  • Confiar apenas no relato verbal sem documentação.

  • Iniciar a ação sem linha do tempo clínica.

  • Deixar a linguagem técnica confusa — o juiz não é dentista.

  • Subestimar a importância do consentimento específico.

  • Não calcular custo real do retratamento.


FAQ — Perguntas rápidas

Perícia odontológica é só para casos graves? Não. Serve para qualquer situação em que o resultado divergiu do esperado e há dúvida sobre a conduta técnica.


Quanto tempo leva para ter um laudo? Em média, entre 7 e 20 dias após receber toda a documentação essencial e realizar o exame clínico.


Posso pedir perícia sem processo? Sim. Uma perícia independente pré-judicial orienta acordos e evita litígios longos.


O que fazer se o dentista não entrega o prontuário? É possível notificá-lo formalmente. Persistindo, seu advogado pode requerer judicialmente.


Laudo garante vitória? Nenhuma prova, isoladamente, garante resultado. Mas um laudo sólido aumenta muito a previsibilidade e a força de negociação.



Conclusão: transforme incerteza em prova, e prova em resultado

Erros acontecem. O que não pode acontecer é você ficar sem prova. Ao atacar o gargalo certo — o nexo causal claro e didático — você acelera seu processo, fortalece sua posição e abre caminho para um desfecho justo.


Se você precisa de um laudo pericial odontológico que converse com o juiz e resista a questionamentos técnicos, eu posso ajudar. Vamos organizar seu caso hoje, com foco, método e transparência.


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