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Como o dentista deve agir ao ser citado em um processo judicial


O passo a passo que acelera a verdade técnica e protege seu direito como paciente — direto da perita judicial odontológica Dra. Ana Celidonio


A história que me fez mudar a forma de conduzir cada perícia

Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Lembro do dia em que uma paciente me procurou com a voz trêmula: “Doutora, eu fiz tudo certo, mas meu caso não anda. O dentista disse que vai se defender, e eu estou no escuro”.



Ao abrir a pasta, encontrei radiografias sem datas, consentimentos impressos mas não assinados, e mensagens de aplicativo que contavam metade da história. O juiz já havia nomeado um perito, mas a pergunta certa ainda não tinha sido feita no processo. Ali, percebi o ponto crítico: o gargalo não era a boa vontade das partes — era a qualidade e o timing da prova técnica.


Naquela tarde, organizei uma linha do tempo do tratamento, traduzi o “odontologuês” para a linguagem jurídica e propus quesitos objetivos. Em semanas, o caso ganhou ritmo. A paciente entendeu o que podia esperar. E o dentista, corretamente citado, seguiu um protocolo que protegeu a todos. Foi assim que reafirmei minha missão: dar velocidade e clareza à verdade técnica, com foco no resultado do paciente.



O gargalo que trava resultados em processos odontológicos

Se você é paciente e está avaliando contratar uma perita judicial odontológica, precisa entender o que bloqueia a decisão no seu processo. Segundo a lógica de gargalos, um sistema inteiro anda na velocidade do seu ponto mais lento. Em ações odontológicas, esse ponto quase sempre é a prova técnica mal formulada ou entregue fora de tempo.


O que costuma ser o gargalo:


  • Prontuário incompleto ou desorganizado (datas, condutas, evolução clínica, termos).

  • Radiografias e imagens sem metadados e sem cadeia de custódia documentada.

  • Quesitos genéricos que não conectam o fato à conduta e ao nexo causal.

  • Comunicação entre as partes recheada de jargões e sem tradução para o juiz.

  • O dentista citado reage sem protocolo, criando ruídos — ou silencia, perdendo prazos.

Como destravar, na prática:


  1. Identificar: mapear exatamente qual documento, exame ou pergunta técnica está faltando.

  2. Explorar: usar ao máximo o que já existe (radiografias, anotações, recibos, fotos) com organização e linha do tempo.

  3. Subordinar: alinhar todos os movimentos (advogado, perita assistente, paciente) ao calendário processual.

  4. Elevar: solicitar complementos, perícias focadas e quesitos técnicos que iluminem o ponto cego.

  5. Evitar inércia: uma vez destravado, manter o fluxo com clareza e prazos internos curtos.

Quando o gargalo é atacado desse jeito, o caso avança. E isso muda tudo para quem busca reparação.



A prova que derruba a dúvida

Em litígios odontológicos, vence quem apresenta a história técnica mais clara e verificável. O juiz decide com base em evidências, e a perícia é o coração dessa etapa.


Provas que pesam a favor do paciente:


  • Prontuário odontológico completo: anamnese, plano de tratamento, evolução, intercorrências e alta.

  • Consentimento informado específico e assinado para cada procedimento.

  • Radiografias e tomografias com datas, parâmetros e identificação do paciente.

  • Registros fotográficos cronológicos e de qualidade técnica.

  • Comunicações com o dentista (mensagens e e-mails) preservadas sem edições.

  • Notas fiscais, contratos e recibos que sustentem o que foi contratado e executado.

O que geralmente acontece quando o dentista é citado:


  • Ele deve apresentar documentação completa; não pode alterar prontuário e precisa respeitar prazos.

  • É recomendado que comunique seu seguro de responsabilidade civil e siga orientação técnica.

  • Respostas objetivas aos quesitos e colaboração com a perícia tendem a acelerar o desfecho.

Relatórios e levantamentos do sistema de justiça costumam indicar que a fase de produção de provas é uma das mais determinantes para o tempo do processo. Nos casos em que atuo como perita assistente, quando organizamos a prova cedo e com foco, o caminho para acordo ou sentença tende a encurtar — porque a controvérsia técnica diminui.



Bastidores de um caso real: do impasse à clareza

Uma paciente me procurou após um tratamento de implantes que evoluiu com dor e perda óssea. O dentista, ao ser citado, apresentou um prontuário com lacunas. O processo patinava. O gargalo? Faltava nexo entre conduta, material utilizado e falha clínica.


O que fizemos:


  • Construí a linha do tempo completa: datas de consultas, exames, cirurgias e retornos.

  • Auditei imagens: identifiquei a ausência de controle pós-operatório em momentos críticos.

  • Traduzimos os achados em quesitos objetivos: “Havia indicação para carga imediata?”, “Houve controle de oclusão?”, “O risco foi informado?”.

  • Sinalizamos o que o dentista deveria apresentar para esclarecimento: lote do implante, planos e registros oclusais.

Resultado: com a perícia focada, ficou claro o que foi conduta aceitável e o que foi desvio de protocolo. O caso que parecia interminável ganhou base para acordo — e a paciente foi ressarcida com rapidez, sem prolongar a dor.



O plano irresistível para avançar agora

Se você, paciente, deseja contratar uma perita judicial odontológica para fortalecer sua posição, aqui está meu plano de ação testado em processos reais:


  1. Diagnóstico pericial preliminar: análise do seu acervo (prontuário, imagens, contratos) e identificação do gargalo técnico.

  2. Mapa de provas: lista objetiva do que já resolve 80% das dúvidas e do que precisa ser solicitado.

  3. Quesitos que mudam o jogo: perguntas técnicas cirúrgicas, restauradoras e ortodônticas que ligam conduta ao desfecho.

  4. Linha do tempo e dossiê visual: organização cronológica com fotos e radiografias legíveis para leigos.

  5. Acompanhamento estratégico: interlocução com o advogado, participação em perícia nomeada pelo juízo e respostas rápidas a prazos.

Por que isso é irresistível? Porque substitui ansiedade por método. E método gera previsibilidade: você passa a saber o que esperar, quando esperar e quais indicadores acompanhar.



O que observar no comportamento do dentista citado

Embora você não controle o lado oposto, reconhecer um protocolo correto do dentista ajuda a calibrar expectativas:


  • Entrega tempestiva do prontuário completo, sem rasuras ou adendos posteriores.

  • Respostas técnicas aos quesitos, sem ataques pessoais, com base em literatura.

  • Disponibilidade para perícia e para acordos quando os fatos sustentam essa via.

  • Registro de materiais e lotes utilizados, especialmente em implantes e próteses.

Quando o dentista age assim, o processo ganha maturidade. E se ele não agir, a boa perícia evidencia as lacunas — o que também favorece a tomada de decisão.



Minha oferta para você

Eu, Dra. Ana Celidonio, atuo como perita judicial odontológica e assistente técnica. Se você precisa transformar um amontoado de papéis em um caso sólido, posso ser sua aliada técnica.


  • Primeira conversa focada no gargalo do seu caso.

  • Checklist de provas específicas para o seu procedimento.

  • Quesitos personalizados e linguagem clara para o juiz.

  • Acompanhamento na perícia oficial e relatórios executivos para seu advogado.

Quer acelerar a verdade técnica do seu processo? Vamos falar agora.



Guia rápido de apoio


Métricas que importam

  • Tempo até consolidar o dossiê de provas (meta: semanas, não meses).

  • Quantidade de quesitos relevantes respondidos com objetividade.

  • Coerência do prontuário vs. imagens clínicas e radiográficas.

  • Propostas de acordo surgindo após a perícia? Indicador de maturidade do caso.


Ferramentas úteis

  • Checklist de prontuário e consentimento informado.

  • Organizador de radiografias e metadados (DICOM quando aplicável).

  • Planilha de linha do tempo com anexos clicáveis.

  • Modelo de quesitos por especialidade (implantes, endodontia, ortodontia, prótese).


Erros comuns que atrasam tudo

  • Confiar que “o perito do juízo vai ver tudo sozinho” sem assistente técnica.

  • Protocolar documentos soltos, sem contexto cronológico.

  • Ignorar inconsistências de datas e assinaturas em consentimentos.

  • Subestimar a importância de quesitos objetivos e bem redigidos.


FAQ rápido

Perita judicial odontológica é a mesma coisa que assistente técnica? Não. O perito é nomeado pelo juiz. A assistente técnica é contratada por uma das partes para acompanhar a perícia e oferecer pareceres e quesitos. Eu atuo como assistente técnica do paciente.


Quanto tempo leva para ver efeito no processo? Varia. Mas quando organizamos prova e quesitos cedo, costuma haver avanço perceptível após a perícia ou até antes, com abertura para acordo.


Preciso do prontuário completo? Sim. Sem prontuário, a prova fica fraca. Se houver negativa injustificada, isso também vira fato relevante no processo.


Como o dentista deve agir ao ser citado? Com profissionalismo: apresentar prontuário íntegro, respeitar prazos, responder aos quesitos tecnicamente e colaborar com a perícia. Esse comportamento ajuda a acelerar uma decisão justa.



Conclusão: clareza técnica hoje, resultado amanhã

Se você chegou até aqui, já sabe: em processos odontológicos, o gargalo é a prova. Quando atacamos esse ponto com método — organizando documentos, formulando quesitos e acompanhando a perícia — o caso anda e a justiça fica mais próxima.


Como o dentista deve agir ao ser citado em um processo judicial importa, e muito. Mas o que verdadeiramente muda o jogo para o paciente é ter ao lado uma perita judicial odontológica que traduza fatos clínicos em evidência persuasiva.


Vamos destravar seu caso? Eu posso te ajudar da primeira análise até a audiência.


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