Como o dentista deve agir ao ser citado em um processo judicial
- apmcelidonio
- 15 de dez. de 2025
- 6 min de leitura
O passo a passo que acelera a verdade técnica e protege seu direito como paciente — direto da perita judicial odontológica Dra. Ana Celidonio
A história que me fez mudar a forma de conduzir cada perícia
Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Lembro do dia em que uma paciente me procurou com a voz trêmula: “Doutora, eu fiz tudo certo, mas meu caso não anda. O dentista disse que vai se defender, e eu estou no escuro”.
Ao abrir a pasta, encontrei radiografias sem datas, consentimentos impressos mas não assinados, e mensagens de aplicativo que contavam metade da história. O juiz já havia nomeado um perito, mas a pergunta certa ainda não tinha sido feita no processo. Ali, percebi o ponto crítico: o gargalo não era a boa vontade das partes — era a qualidade e o timing da prova técnica.
Naquela tarde, organizei uma linha do tempo do tratamento, traduzi o “odontologuês” para a linguagem jurídica e propus quesitos objetivos. Em semanas, o caso ganhou ritmo. A paciente entendeu o que podia esperar. E o dentista, corretamente citado, seguiu um protocolo que protegeu a todos. Foi assim que reafirmei minha missão: dar velocidade e clareza à verdade técnica, com foco no resultado do paciente.
O gargalo que trava resultados em processos odontológicos
Se você é paciente e está avaliando contratar uma perita judicial odontológica, precisa entender o que bloqueia a decisão no seu processo. Segundo a lógica de gargalos, um sistema inteiro anda na velocidade do seu ponto mais lento. Em ações odontológicas, esse ponto quase sempre é a prova técnica mal formulada ou entregue fora de tempo.
O que costuma ser o gargalo:
Prontuário incompleto ou desorganizado (datas, condutas, evolução clínica, termos).
Radiografias e imagens sem metadados e sem cadeia de custódia documentada.
Quesitos genéricos que não conectam o fato à conduta e ao nexo causal.
Comunicação entre as partes recheada de jargões e sem tradução para o juiz.
O dentista citado reage sem protocolo, criando ruídos — ou silencia, perdendo prazos.
Como destravar, na prática:
Identificar: mapear exatamente qual documento, exame ou pergunta técnica está faltando.
Explorar: usar ao máximo o que já existe (radiografias, anotações, recibos, fotos) com organização e linha do tempo.
Subordinar: alinhar todos os movimentos (advogado, perita assistente, paciente) ao calendário processual.
Elevar: solicitar complementos, perícias focadas e quesitos técnicos que iluminem o ponto cego.
Evitar inércia: uma vez destravado, manter o fluxo com clareza e prazos internos curtos.
Quando o gargalo é atacado desse jeito, o caso avança. E isso muda tudo para quem busca reparação.
A prova que derruba a dúvida
Em litígios odontológicos, vence quem apresenta a história técnica mais clara e verificável. O juiz decide com base em evidências, e a perícia é o coração dessa etapa.
Provas que pesam a favor do paciente:
Prontuário odontológico completo: anamnese, plano de tratamento, evolução, intercorrências e alta.
Consentimento informado específico e assinado para cada procedimento.
Radiografias e tomografias com datas, parâmetros e identificação do paciente.
Registros fotográficos cronológicos e de qualidade técnica.
Comunicações com o dentista (mensagens e e-mails) preservadas sem edições.
Notas fiscais, contratos e recibos que sustentem o que foi contratado e executado.
O que geralmente acontece quando o dentista é citado:
Ele deve apresentar documentação completa; não pode alterar prontuário e precisa respeitar prazos.
É recomendado que comunique seu seguro de responsabilidade civil e siga orientação técnica.
Respostas objetivas aos quesitos e colaboração com a perícia tendem a acelerar o desfecho.
Relatórios e levantamentos do sistema de justiça costumam indicar que a fase de produção de provas é uma das mais determinantes para o tempo do processo. Nos casos em que atuo como perita assistente, quando organizamos a prova cedo e com foco, o caminho para acordo ou sentença tende a encurtar — porque a controvérsia técnica diminui.
Bastidores de um caso real: do impasse à clareza
Uma paciente me procurou após um tratamento de implantes que evoluiu com dor e perda óssea. O dentista, ao ser citado, apresentou um prontuário com lacunas. O processo patinava. O gargalo? Faltava nexo entre conduta, material utilizado e falha clínica.
O que fizemos:
Construí a linha do tempo completa: datas de consultas, exames, cirurgias e retornos.
Auditei imagens: identifiquei a ausência de controle pós-operatório em momentos críticos.
Traduzimos os achados em quesitos objetivos: “Havia indicação para carga imediata?”, “Houve controle de oclusão?”, “O risco foi informado?”.
Sinalizamos o que o dentista deveria apresentar para esclarecimento: lote do implante, planos e registros oclusais.
Resultado: com a perícia focada, ficou claro o que foi conduta aceitável e o que foi desvio de protocolo. O caso que parecia interminável ganhou base para acordo — e a paciente foi ressarcida com rapidez, sem prolongar a dor.
O plano irresistível para avançar agora
Se você, paciente, deseja contratar uma perita judicial odontológica para fortalecer sua posição, aqui está meu plano de ação testado em processos reais:
Diagnóstico pericial preliminar: análise do seu acervo (prontuário, imagens, contratos) e identificação do gargalo técnico.
Mapa de provas: lista objetiva do que já resolve 80% das dúvidas e do que precisa ser solicitado.
Quesitos que mudam o jogo: perguntas técnicas cirúrgicas, restauradoras e ortodônticas que ligam conduta ao desfecho.
Linha do tempo e dossiê visual: organização cronológica com fotos e radiografias legíveis para leigos.
Acompanhamento estratégico: interlocução com o advogado, participação em perícia nomeada pelo juízo e respostas rápidas a prazos.
Por que isso é irresistível? Porque substitui ansiedade por método. E método gera previsibilidade: você passa a saber o que esperar, quando esperar e quais indicadores acompanhar.
O que observar no comportamento do dentista citado
Embora você não controle o lado oposto, reconhecer um protocolo correto do dentista ajuda a calibrar expectativas:
Entrega tempestiva do prontuário completo, sem rasuras ou adendos posteriores.
Respostas técnicas aos quesitos, sem ataques pessoais, com base em literatura.
Disponibilidade para perícia e para acordos quando os fatos sustentam essa via.
Registro de materiais e lotes utilizados, especialmente em implantes e próteses.
Quando o dentista age assim, o processo ganha maturidade. E se ele não agir, a boa perícia evidencia as lacunas — o que também favorece a tomada de decisão.
Minha oferta para você
Eu, Dra. Ana Celidonio, atuo como perita judicial odontológica e assistente técnica. Se você precisa transformar um amontoado de papéis em um caso sólido, posso ser sua aliada técnica.
Primeira conversa focada no gargalo do seu caso.
Checklist de provas específicas para o seu procedimento.
Quesitos personalizados e linguagem clara para o juiz.
Acompanhamento na perícia oficial e relatórios executivos para seu advogado.
Quer acelerar a verdade técnica do seu processo? Vamos falar agora.
Guia rápido de apoio
Métricas que importam
Tempo até consolidar o dossiê de provas (meta: semanas, não meses).
Quantidade de quesitos relevantes respondidos com objetividade.
Coerência do prontuário vs. imagens clínicas e radiográficas.
Propostas de acordo surgindo após a perícia? Indicador de maturidade do caso.
Ferramentas úteis
Checklist de prontuário e consentimento informado.
Organizador de radiografias e metadados (DICOM quando aplicável).
Planilha de linha do tempo com anexos clicáveis.
Modelo de quesitos por especialidade (implantes, endodontia, ortodontia, prótese).
Erros comuns que atrasam tudo
Confiar que “o perito do juízo vai ver tudo sozinho” sem assistente técnica.
Protocolar documentos soltos, sem contexto cronológico.
Ignorar inconsistências de datas e assinaturas em consentimentos.
Subestimar a importância de quesitos objetivos e bem redigidos.
FAQ rápido
Perita judicial odontológica é a mesma coisa que assistente técnica? Não. O perito é nomeado pelo juiz. A assistente técnica é contratada por uma das partes para acompanhar a perícia e oferecer pareceres e quesitos. Eu atuo como assistente técnica do paciente.
Quanto tempo leva para ver efeito no processo? Varia. Mas quando organizamos prova e quesitos cedo, costuma haver avanço perceptível após a perícia ou até antes, com abertura para acordo.
Preciso do prontuário completo? Sim. Sem prontuário, a prova fica fraca. Se houver negativa injustificada, isso também vira fato relevante no processo.
Como o dentista deve agir ao ser citado? Com profissionalismo: apresentar prontuário íntegro, respeitar prazos, responder aos quesitos tecnicamente e colaborar com a perícia. Esse comportamento ajuda a acelerar uma decisão justa.
Conclusão: clareza técnica hoje, resultado amanhã
Se você chegou até aqui, já sabe: em processos odontológicos, o gargalo é a prova. Quando atacamos esse ponto com método — organizando documentos, formulando quesitos e acompanhando a perícia — o caso anda e a justiça fica mais próxima.
Como o dentista deve agir ao ser citado em um processo judicial importa, e muito. Mas o que verdadeiramente muda o jogo para o paciente é ter ao lado uma perita judicial odontológica que traduza fatos clínicos em evidência persuasiva.
Vamos destravar seu caso? Eu posso te ajudar da primeira análise até a audiência.
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